quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Coleção História Geral da África em Português - UNESCO

A UNESCO, juntamente com o Ministério da Educação (MEC) através da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicou em 2010 a versão em português de "História Geral da África". Esta obra, composta principalmente por estudos de historiadores africanos, já havia sido traduzida para muitas outras línguas. Frente a necessidade pedagógica e cultural de nosso país, além da disponibilidade da obra em nossa língua, ela também está disponível para download, na íntegra, no site da UNESCO.

Esta obra complementa de forma considerável as necessidades que a educação brasileira tem com relação a este conteúdo. Levando em consideração a própria matriz curricular de História, há a programação sistemática para o trabalho sobre isto desde o 6º ano do ensino fundamental final.


Abaixo, seguem os links para a obtenção das versões digitais de todos os livros da coleção.

Volume I: Metodologia e Pré-História da África
ISBN: 978-85-7652-123-5

Volume II: África Antiga
ISBN: 978-85-7652-124-2

Volume III: África do século VII ao XI
ISBN: 978-85-7652-125-9

Volume IV: África do século XII ao XVI
ISBN: 978-85-7652-126-6

Volume V: África do século XVI ao XVIII
ISBN: 978-85-7652-127-3

Volume VI: África do século XIX à década de 1880
ISBN: 978-85-7652-128-0

Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935
ISBN: 978-85-7652-129-7

Volume VIII: África desde 1935
ISBN: 978-85-7652-130-3

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Material de História para o Projeto Acelerar para Vencer - PAV

O Centro de Referência Virtual do Professor (CRV) da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais disponibiliza todo o material de apoio para as atividades com as classes do Projeto Acelerar para Vencer - PAV. A abordagem diferenciada dos conteúdos para essas classes visa, justamente, sanar as maiores dificuldades desses alunos e inseri-los em um contexto de aprendizagem para além do conhecimento formal dos campos do conhecimento.

Abaixo, seguem os links com todo o material disponível em PDF no site:


Sugestões de Apresentações


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Concurso de redação aborda a importância do grão de café para o Estado e o Brasil

Alunos do ensino Fundamental e Médio da rede estadual poderão participar de um concurso de redação sobre a importância histórica, econômica e cultural do café. A iniciativa é uma parceria entre a Seapa, Secretaria de Educação (SEE) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). 

A intenção é estimular o interesse dos alunos das escolas públicas estaduais sobre hábitos alimentares saudáveis, bem como, os benefícios que o consumo adequado do café proporciona ao aproveitamento educacional do aluno.

Os participantes deverão entregar os trabalhos na diretoria de suas escolas que  ficará responsável por enviar, até o próximo dia 28, as redações para a SEE. Somente serão aceitos textos manuscritos, com no mínimo 25 e no máximo 40 linhas. Não serão aceitos trabalhos digitalizados. Além disso, a redação deverá 
conter título referente ao tema do concurso. A comissão julgadora será composta por servidores da SEE, da Seapa e da Emater.

Serão premiadas três redações inscritas: uma de alunos matriculados no 1º ao 5º ano do ensino fundamental, outra de alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e de estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio. Cada um dos três alunos que tiverem suas redações selecionadas receberá um tablet como prêmio, a ser entregue em 11 de setembro, durante a Noite de Homenagens à Organização Internacional do Café (OiC), na Assembleia Legislativa. O regulamento do concurso está disponível no site http://www.agricultura.mg.gov.br/institucional/resolucoes.

Além do concurso de redação, durante todo o mês de setembro, as escolas da rede pública estadual de Minas Gerais receberão os técnicos da Emater, que irão divulgar a importância do produto para a saúde, a cultura e a economia do Estado, em homenagem à Semana Internacional do Café.

Fonte: Diário Oficial do Estado Minas Gerais – Noticiário – Pág. 6, 21 de agosto de 2013

Prorrogadas as inscrições para o curso de Aperfeiçoamento em Cultura e História dos Povos Indígenas

Estão prorrogadas as inscrições para o curso de Aperfeiçoamento em Cultura e História dos Povos Indígenas, oferecido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na modalidade a distância. São 150 vagas, distribuídas em cinco polos: Barroso (30), Coromandel (30), Durandé (30), Conselheiro Lafaiete (30) e Ilicínea (30). Os interessados podem fazer a inscrição até o próximo dia 28, no site do Centro de Educação a Distância (Cead) da UFJF: www.cead.ufjf.br. Para que a inscrição seja efetivada, é preciso que o candidato entregue a documentação exigida no edital pessoalmente no polo escolhido. Outra opção é nomear um procurador (procuração simples) para que ele faça a entrega no polo.

A professora de ensino fundamental Aline Elisa de Castro, 34 anos, trabalha na Escola Municipal José Calil Ahouage, em Juiz de Fora. Apesar de o curso não ser oferecido na cidade, ela não pretende deixar escapar a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre o tema. Afirma que efetivará a inscrição no polo de Conselheiro Lafaiete, cidade que ela julga de mais fácil acesso entre as cinco com vagas oferecidas. Segundo Aline Elisa, a busca por conhecimento acerca da temática indígena não é tarefa fácil. “O meu interesse pelo curso é influenciado pela própria escola em que trabalho, já que o currículo aborda as culturas indígena e afro-brasileira. Encontramos mais opções de estudo sobre a afro-brasileira do que a cultura indígena. Por isso, me inscrevi no curso”, explica a professora de ensino fundamental.

Objetivos

O curso tem por objetivo qualificar, em nível de extensão, professores das redes de ensino municipal e estadual na abordagem das temáticas cultura e história dos povos indígenas em suas propostas pedagógicas e curriculares. O aperfeiçoamento atende, assim, a Lei nº 11.645/08, “que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena’”.

De acordo com a professora e pesquisadora Angelise Nadal Pimenta, existem cerca de 230 povos indígenas no Brasil, que falam, aproximadamente, 180 línguas. São populações que apresentam hábitos, narrativas e cantos próprios. Mas a maioria da população desconhece essa riqueza cultural, principalmente por ela não ser abordada da maneira como deveria.

“No Brasil, atualmente, a imagem do índio é passada pela escola ou pela mídia. Há o reconhecimento por parte do poder público de que a escola tem uma dívida histórica com as populações tradicionais do país. É comum que até os próprios livros didáticos abordem a questão indígena como algo do passado, esquecendo-se do fato de que eles continuam existindo”, explicou, ressaltando que a capacitação dos professores das redes oficiais de ensino é um caminho que está sendo trilhado para a construção de uma nova abordagem da questão indígena.

Clique aqui e confira a retificação do edital 011/2013.


Inscrição 011/2013 - Clique aqui.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Divindades: Análises sobre as culturas grega, indígena e africana

André Pereira Rocha
Analista PIP CBC História
SRE Caxambu

Título: Divindades: Análises sobre as culturas grega, indígena e africana

Ano: 6º Ano

Tópico/Habilidade:
1. População mineira e brasileira: várias origens, várias história. / 1.3 - Conceituar cultura, mestiçagem e hibridismo., 1.4. Analisar as festas étnico-culturais como manifestação de hibridismo: Congado, Carnaval, Maracatu, Bumba-meu-boi, Reisado, Capoeira, festa de Iemanjá, Folia de Reis, entre outras.

4. Os povos africanos / 4.1. Identificar a diversidade étnica, espacial e cultural dos povos africanos.

5. Os povos indígenas: diversidade e migrações. / 5.1. Analisar e compreender as especificidades e complexidades dos povos indígenas brasileiros à época de sua “descoberta” pelos europeus: origens, movimentos migratórios e diversidade lingüístico-cultural.

Objetivos:
- Compreender as similaridades e diferenças entre as divindades das diferentes culturas.
- Analisar os aspectos europeus sobre as outras culturas.
- Relacionar as discrepâncias entre as crenças em relação aos aspectos atuais.

Aulas Previstas: 1 aula.

Recursos:
O professor deve reproduzir as imagens selecionadas para todos os alunos num projetor ou entregá-las em cópia ou fotocópia. Todos têm de ter acesso às imagens para poderem analisá-las.

Para ter acesso a versão de impressão, clique aqui.

Fonte: Todas as imagens foram retiradas do Google Imagens.

ATENÇÃO: O ideal é que os alunos consigam analisar o máximo de imagens ao mesmo tempo, sendo a versão impressa mais interessante de ser repassada em sala. Para o professor, dependendo de como se organize, haverá a necessidade de retornar e/ou adiantar várias vezes os slides. Assim, pode-se adaptar a projeção da melhor forma para o trabalho junto aos alunos.


1º Momento

Inicialmente o professor deve apresentar as imagens selecionadas para os alunos analisarem. A partir disso, deve-se buscar o que eles conhecem acerca das imagens, das divindades, dos mitos envolvidos acerca delas etc. A busca por esse conhecimento prévio direcionará as análises e a exposição do professor posteriormente. Caso os alunos conheçam muitas informações do que foi exposto, o professor deve fazer o máximo para correlacioná-las com todo o conteúdo e, principalmente, direcioná-las para o desenvolvimento do que foi proposto. Caso contrário, haverá a necessidade de uma maior discussão do tema em sala.

2º Momento

Após a obtenção das primeiras informações acerca do tema, é essencial que o professor delimite algumas questões básicas para a discussão. Em primeiro lugar, trabalhar a noção e reconhecimento de "deuses". Para a cultura europeia, quando em contato com práticas e crenças diferentes das suas, buscava entender essas diferenças através do que era reconhecível em sua própria esfera. Mesmo que os indígenas não tivessem deuses como os europeus antigos tinham, eles reconheciam Tupã, por exemplo, como um deus indígena, sendo que na verdade os tupis não tinham essa noção de deidades. Isto também acontecia com outras culturas, também com a africana. Cada cultura tem uma noção específica sobre suas divindades e, não necessariamente, são iguais as estruturas da cultura europeia.

Entretanto, mesmo com esta diferença, é possível encontrar similaridades entre elas. É recomendável que o professor direcione os alunos a encontrarem-nas, assim com também as diferenças entre os deuses das culturas propostas em aula. Essa atividade deve ser acompanhada de perto pelo professor, pois no momento em que encontrarem as similitudes e discrepâncias, o professor deve desenvolver essas características sobre as divindades.

Mesmo entre as divindades indígenas deve ser alertado sobre a exposição em aula. Elas fazem parte da cultura Tupi, sendo que há algumas diferenças entre elas mesmo dentro dessa cultura. Nem todos os indígenas acreditavam nas mesmas divindades. Com relação aos Orixás a mesma preocupação. As sugestões daqui se baseiam na prática do Candomblé, sendo que na Umbanda, por exemplo, elas têm designações diferentes.

Para mais informações, acesse o link abaixo:

- Deuses Gregos.
- Entidades Indígenas.
- Orixás.

3º Momento

Por fim, o professor deve direcionar as análises para a atualidade, questionando se ainda existe adoração a estes deuses, em quais lugares podemos encontrá-los, quais deuses hoje são adorados na cultura brasileira etc. O objetivo não é criar uma noção de imparcialidade sobre os alunos, mas sim o reconhecimentos de disparidades natas ao homem e a necessidade de respeitá-las. Diferenças existem. Pelas práticas e crenças que todos têm, esta última parte deve ser direcionada com muito cuidado pelo professor, levando em consideração, principalmente, a idade dos alunos da qual a sugestão de aula está sendo proposta.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

10 dicas para envolver alunos com baixo desempenho

Professores do Cochrane Collegiate, nos Estados Unidos, implementaram 10 métodos que ajudam alunos com baixo desenvolvimento


Os professores da Cochrane Collegiate Academy, na Carolina do Norte, Estados Unidos, desenvolveram um modelo de instrução chamado “Aprendizado Alternativo” (Alternative Learning em inglês) para alunos que apresentam baixo desempenho em sala de aula.

O método é uma junção das suas 10 melhores práticas chamadas de “não negociáveis”. Os professores tentam colocá-las em prática em todas as lições, todos os dias. Confira a seguir:


1) Pergunta essencial:

Qual é o objetivo pretendido com a lição? Lembre-se de fixar apenas uma questão essencial por aula e os alunos devem ser capazes de responder a essa pergunta até o final da lição. Com essa questão, os professores precisam ser bem específicos sobre o que eles querem que os alunos façam e qual é o nível máximo de aprendizado. Os estudantes têm que ser capazes de analisar e aplicar o conteúdo, não apenas responder a questão com “sim” ou “não”.


2) Estratégia de ativação:

É uma estratégia que estimula os estudantes ativamente, pensando ou fazendo uma conexão com o material que está sendo apresentado no dia. Faça uma conexão do conteúdo com o mundo exterior para ver o quanto seus alunos já sabem ou se lembram. 

Com a tecnologia disponível atualmente, uma boa opção são os videoclipes. Os estudantes adoram ver seus vídeos e desenhos favoritos como material de estudo. À primeira vista, eles não sabem o que vai acontecer. Então, se focam apenas no vídeo, mas depois que o professor fornece a conexão os estudantes começam a se interessar pelo conteúdo.


3) Vocabulário relevante:

Vocabulário relevante deve estar presente nas suas lições. Mas mantenha seu vocabulário limitado ao que os seus estudantes são capazes de lidar. E tenha certeza de que as palavras estão sendo usadas no contexto correto. Seus alunos devem interagir com as palavras. 

Os professores precisam saber o que é mais importante e efetivo. O vocabulário pode ser ensinado por meio de recursos gráficos, experiências dos alunos ou o que você acreditar que pode melhorar o desempenho dos seus alunos.


4) Tempo limitado:

Sua aula deve ter um tempo limitado. Depois de 12 a 15 minutos de palestra, envolva os alunos em alguma atividade, mesmo curta, que dure apenas alguns minutos. 

Os alunos não são capazes de manter a atenção por tempos muito longos, por isso, sua aula deve ser fragmentada. É importante envolver os alunos em atividades diferentes da rotina. Depois de dois ou três minutos que eles estiverem em uma atividade, retome o assunto por mais alguns minutos.


5) Gráficos organizadores:

O uso de gráficos organizadores permite que os alunos classifiquem informações de forma visual, além de rever informações mais antigas. 

Os alunos precisam ser capazes de conceituar as informações que lhes estão sendo oferecidas. O gráfico é um modo agradável para o estudante fazer isso. Ao olhar para informações organizadas é mais fácil fixar a informação. E ao estudar o aluno prefere olhar para um gráfico bem organizado do que ler um caderno com milhares de anotações.


6) Movimente os estudantes:

Se movimentar é uma necessidade dos estudantes. Em algum ponto durante a instrução eles necessitam de movimento. Isso garante que eles estejam ativamente engajados. 

Esse é, provavelmente, o maior desafio dos professores, porque pode ser intimidante colocar os estudantes em movimento. Mas é possível colocar os estudantes para se movimentar de várias formas, especialmente porque alunos não gostam de ficar sentados.


7) Pensamentos de ordem superior:

Apresente aos alunos pelo menos três pensamentos de ordem superior durante a aula. Faça perguntas desafiadoras, que coloquem seus alunos para pensar. 

A forma de apresentar essas perguntas é diferente e as respostas podem indicar o nível de aprendizado dos seus alunos. A pergunta, que deve ser feita de forma igual para todos os seus alunos, pode ser respondida de formas diferentes por um aluno avançado e um mais lento.


8) Resuma:

Resuma para aproximar as lições do fim. Essa será a sua oportunidade de avaliar a capacidade dos seus alunos de responder efetivamente as questões essenciais, além de perceber se será necessário desenvolver melhor essa habilidade. 

Os professores devem procurar maneiras criativas de fazer com que os alunos respondam a questão essencial do início da aula. A capacidade do aluno de responder essa questão de forma objetiva é uma maneira de o professor analisar o nível de aprendizagem do aluno. Esse é o momento em que o professor sabe se já pode avançar com o conteúdo ou se deve retroceder nas informações passadas.


9) Rigor:

As aulas devem ser rigorosas. As atividades devem ser desafiadoras e se moverem em um ritmo acelerado. Não dê aos alunos a oportunidade de ficarem entediados, nem períodos de tempos ociosos. Toda aula deve trazer uma lição ativa. 

Os professores precisam levar seus alunos para o nível mais alto de conhecimento. Fique no pé, estabeleça tempo para que as atividades sejam realizadas e maximize o tempo de aprendizado.


10) Foco no aluno:

Todas as suas lições devem ser focadas nos alunos, no seu sucesso. Os caminhos pelos quais os estudantes são instruídos devem deixar isso claro. A tecnologia pode ser uma aliada nisso, já que proporciona aos alunos habilidades únicas e relevantes para a aplicação no mundo real. Isso deve ser uma parceria: se você tem 100% de eficácia no seu plano de ensino, os alunos aprendem. 

O professor deve ser um facilitador do aprendizado e não o doador de todo o conhecimento. É necessário ensinar os alunos a pensarem de forma crítica ao longo da vida, essa é a missão do professor.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Relação entre crescimento das cidades e criminalidade a partir da Revolução Industrial Inglesa


André Pereira Rocha
Analista PIP CBC História
SRE Caxambu

Título: Relação entre crescimento das cidades e criminalidade a partir da Revolução Industrial Inglesa

Ano: 8º Ano

Tópico/Habilidade: 11. Revoluções liberais: industrial, americana e francesa  / 11.1. Compreender o contexto das revoluções e seus impactos para a constituição do mundo contemporâneo de cidadania., 11.2. Conceituar historicamente no contexto das revoluções: república, liberalismo e cidadania., 11.3. Conceituar e identificar o sistema capitalista emergente e a resistência dos trabalhadores à nova organização do trabalho., 11.4. Identificar e analisar o progresso técnico e científico europeu do século XVIII.


Objetivos:
- Analisar e inferir informações de diferentes textos acerca do mesmo tema.
- Questionar aspectos da implementação dos novos regimes de trabalho postos a partir do fim do século XVIII.


Aulas Previstas: 2 aulas

Recursos:
Para a realização da atividade, os alunos devem ter em mãos uma cópia dos textos listados abaixo. Dentre eles, o primeiro, Revolução Industrial, pode não ser utilizado pelo professor caso deseje utilizar outra fonte, como um excerto de um livro didático, por exemplo. Mas mesmo escolhendo outra fonte, a lógica entre os textos deve ser mantida.


TEXTO I

"A Revolução Industrial

No começo da década 1800, a Inglaterra passava por novas mudanças. Motores a vapor (alimentados com enorme quantidades de carvão) movimentavam máquinas novas e barulhentas, que economizavam a mão-de-obra. Com os lucros, os empresários compravam novas máquinas, para obter mais lucro. Esse processo, começado na Inglaterra, é chamado de revolução Industrial. A vida nunca mais seria a mesma.

Começou com os tecidos. O tecido era feito em vários estágios. A lã ou o algodão eram preparados, fiados, tingidos e finalmente tecidos. Havia trabalhadores especializados em cada um desses processos, que trabalhavam em casa. Desse modo, ganhavam mais do que se cada um se encarregasse de todas as fases. Porém, os patrões não podiam controlar a qualidade ou a quantidade desse trabalho feito em casa e por isso revolveram fazer com que todos trabalhassem sob o mesmo teto (uma fábrica), onde podiam ser supervisionados. Ali, os empregados, trabalhando com as máquinas muitos caras, produziam centenas de vezes mais do que os outros, em casa, usando apenas os músculos e instrumentos simples.

Ao contrário de muitos europeus, poucos ingleses pobres possuíam terras para plantar alimentos, que podiam ser trocados por outras coisas. Assim, milhões deles tinham de trabalhar para os outros, por dinheiro. Seus salários compravam os produtos das fábricas - sem eles, as fábricas não teriam utilidade. Essas mesmas pessoas deixaram o campo para morar e trabalhar nas cidades e nas fábricas.

As máquinas das fábricas novas levavam a mais invenções e mais fábricas. Os comerciantes e industriais ganhavam muito dinheiro. Seu sucesso encorajava outras pessoas a abrir novos negócios. O número crescente desses negociantes e industriais aumentou o tamanho da classe média, os que estavam entre os muitos ricos (a classe alta) e os pobres (a classe trabalhadora).

Finalmente, a industrialização estendeu-se para o continente da Europa, liderada pela Bélgica, seguida de perto pela Alemanha e pela França. Em 1870, a Alemanha rivalizava com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos produziam mais do que toda a Europa. Mas a expansão foi desigual. Quase não houve mudanças na Espanha, e enquanto o norte da Itália se industrializou, o sul continuou pacífico, rural e pobre."


CHAMBERLIN,  E. R. O Cotidiano europeu no Século XIX. São Paulo: Cia. Melhoramentos, 1994, pág. 10-11.

TEXTO II

"O Crescimento das Cidades

Muitas cidades tiveram um crescimento explosivo com a chegada dos que vinham do campo. Em 1800, apenas 22 cidades da Europa tinham mais de 100.000 habitantes e na América não tinham nem isso. Em 1900, a Europa tinha 84 cidades desse tamanho, ou maiores, e a América tinha 53. Pela primeira vez na história havia cidades com 1 milhão de habitantes, ou mais. Londres era a maior (6,5 milhões), seguida por Paris e Berlim.

Algumas cidades antigas, como Lyons, na França, cresceram com o comércio e a indústria, mas havia outras causas também. O crescimento de Chicago foi devido ao fato de ser o centro dos produtos das fazendas - carne, trigo e madeira do oeste dos EUA. Roterdam, o mais movimentado porto de mar da Europa, em 1900 tinha 400.000 habitantes.

Muitas cidades, como Chicago, não existiam antes de 1800. Uma cidade cresceu da noite para a dia. Oklahoma, nos EUA, foi fundada em 22 de abril de 1889; no dia seguinte, 100.000 colonos disputaram uma corrida para garantir a posse da terra.

A terra nas cidades era muito cara. Muitos prédios comerciais tinham de crescer para cima. Em 1891, Nova York já tinha um arranha-céu com estrutura de aço, com 21 andares e luz elétrica.

A Inglaterra era a líder do crescimento das cidades. Em 1851 a população das cidades era maior que a do campo. Na Alemanha, isso aconteceu em 1890, e na América, só em 1920. Nas outras partes da Europa, as cidades cresceram mais lentamente. em 1900, a maioria dos habitantes da Europa vivia ainda no campo, e apenas 40% da população da França e 25% da Escandinávia moravam nas cidades."

CHAMBERLIN,  E. R. O Cotidiano europeu no Século XIX. São Paulo: Cia. Melhoramentos, 1994, pág. 30-31.


TEXTO III

"Crime e os desajustados

As fábricas enriqueceram muitos e empobreceram milhares de outros. A pobreza era mais dolorosa nas cidades. O povo do campo sofria com os maus-tratos dos senhores de terras e com os períodos de escassez de alimentos - numa dessas ocasiões, os camponeses italianos chegaram a comer feno. Mas os camponeses podiam caçar às escondidas, pegar lenha e comer frutas silvestres; os moradores das cidades não podiam. Quando não eram mais necessários, os operários eram demitidos sumariamente. Não havia seguro social para ajudar os desempregados, os sem moradia ou os doentes. Muitas pessoas pensavam que a pobreza era resultado de 'preguiça'. Achavam também que a classe trabalhadora devia ser 'mantida no seu lugar', para evitar que 'se julgassem melhor do que era' e interrompesse o funcionamento disciplinado e constante das fábricas.

Muitos viviam honestamente, embora alguns fizessem coisas humilhantes para ganhar algum dinheiro, como juntar fezes de cachorro para vender aos cortumes. Mas alguns tornavam-se criminosos. Para substituir o exército e os vigilantes noturnos, em 1829, Londres criou a primeira força policial do mundo e foi logo imitada pela Europa. As punições eram severas. Em 1800, a Grã-Bretanha teve mais de duzentas condenações à forca por delitos como roubo em lojas, roubo de pão, queima de medas de milho ou a destruição de uma das novas máquinas numa fábrica - os governos temiam que os trabalhadores se revoltassem contra as novas fábricas."

CHAMBERLIN,  E. R. O Cotidiano europeu no Século XIX. São Paulo: Cia. Melhoramentos, 1994, pág. 35-36.



Desenvolvimento

1º Momento:
O professor deve entregar um cópia dos textos para cada aluno para que leiam em silêncio. O principal objetivo deste exercício é trabalhar com a capacidade que eles têm de correlacionar as informações que estão nos três trechos apresentados. Após isso, o professor deve levar em consideração os aspectos por eles encontrados e o que podemos levar em consideração para analisar a Revolução Industrial. Mesmo que os alunos apresentem dificuldades em expor o que compreenderam, o professor deve criar um espaço de fala para todos, pontuando sempre a necessidade de melhorar e/ou expor a ideias da forma mais clara possível.

Alguns questionamentos essenciais podem ajudá-los a entender melhor a proposta da aula, também facilitará a percepção da compreensão deles por parte do professor. Alguns aspectos que podem ser levados em consideração são:

- Os três textos expõem informações sobre o mesmo assunto?
- Eles se completam ou cada um deles tem informações que não diferentes sobre o mesmo assunto e não se relacionam?
- Lendo somente os títulos dos textos, que tipo de informações nós temos? Como podemos relacioná-las com o conteúdo estudado?


2º Momento
Levando em consideração a idade dos alunos, o nível de escolaridade em que estão e/ou as dificuldades que podem apresentar frente a atividade, o professor deve levar em consideração vários aspectos.

Em primeiro lugar, caso não consigam realizar a correlação entre os textos, o professor deve, então, construir esse caminho junto aos alunos. Verificar o por quê não atingiram o objetivo facilitará na retomada dessas ações, já que assim pode-se trabalhar justamente com a defasagem apresentada. Caso isso não seja verificável, ou o professor ainda não tenha conhecimento do patamar de leitura e interpretação da classe, o processo de leitura deve ser paulatino e gradual. Assim, leia pausadamente e junto dos alunos, sempre retomando os pontos principais de cada excerto. Pode-se também pedir para que grifem esses pontos essenciais. Ao final disso, o qual os trechos foram lidos e suas relações construídas nesse processo, o professor deve correlacionar as informações importantes, as que foram grifadas pelos alunos. Esse exercício mostrará como eles podem trabalhar textos que têm dificuldade em assimilar o conteúdo.

Em segundo lugar, caso a dificuldade de grande parte da sala seja grande, outros aspectos devem ser levados em consideração, mais do que somente a apreensão do conteúdo proposto. Da mesma forma que anteriormente, esses instrumentos de interpretação devem ser construídos junto aos alunos, mas agora com um direcionamento diferente. Auxiliá-los a ler e a entender os textos propostos, disponibilizar os instrumentos possíveis e ensiná-los a usá-los, não só ajudará eles a compreenderem o processo de leitura como também a compreensão do próprio conteúdo proposto em sala.

3º Momento
Por fim, mesmo com as dificuldades que podem aparecer, os alunos devem produzir um pequeno texto que aponte as principais ideias que correlacionam os três excertos apresentados. Este texto, e a própria posta do exercício, devem ser direcionadas pelo professor em sala. Do mesmo modo, se as dificuldades apresentadas para a realização forem grandes, deve-se auxiliá-los a utilizar o instrumental da escrita para atividade em questão.







quarta-feira, 10 de julho de 2013

Encontro dos Professores de História - SRE Caxambu - 27-28/06/2013

Aqui está todo o material apresentado e utilizado no Encontro dos Professores de História da SRE Caxambu, que ocorreu na Faculdade São Lourenço, em São Lourenço, nos dias 27 e 28 de junho de 2013. Os professores que compareceram, receberam grande parte na forma impressa.

1º dia - 27/06/2013

"Discutindo através de textos alguns artigos da Resolução da SEE MG nº 2197/12"



Material impresso disponibilizado na oficina, clique aqui.



"Planejamento: definir habilidades e objetivos para uma aula produtiva"



Material impresso disponibilizado na oficina, clique aqui.

Vídeo utilizado na apresentação:

Educação por Competências, Nilson Machado


2º dia - 28/06/2013

"PNLD 2014 e a disciplina de História - 6º a 9º anos do ensino fundamental"



"O CBC de História e a construção do conhecimento histórico através de fontes em sala de aula"



Material impresso disponibilizado na oficina, clique aqui.


Videos utilizados na apresentação:


Aquarela do Brasil, da série "Alô Amigos!" da Disney, 1942.


O bonde de São Januário, Ataulfo Alves, 1937.

Notícia do jogo Flamengo e Fluminense, década de 40.


"Direitos de Aprendizagem, Leitura e Escrita em História"



Material impresso disponibilizado na oficina, clique aqui.

Texto de Referência
Caderno de Orientação Pedagógica de História - Referencial de Expectativas para o Desenvolvimento da competência Leitora e Escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental - Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

Videos utilizados na apresentação:


Os Argonautas, Caetano Veloso, 1972.

Rosa das Rosas, Cantigas de Santa Maria de Afonso o Sábio, século XIII.
Interpretação: Ensemble Decameron.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

História e Cultura Afro-Brasileira - Programa Roda de Conversa

O programa Roda de Conversa, exibido pelo Canal Minas Saúde, no dia 01/07/2013, discutiu o papel e as práticas com o conteúdo de História e Cultura Afro-Brasileira.

História e Cultura Afro-Brasileira

Escolas mineiras ainda podem se inscrever para participar da 5º Olimpíada Nacional em História do Brasil

Inscrições das equipes devem ser feitas até o dia 09 de agosto.


Escolas mineiras devem ficar atentas ao prazo de inscrição para a 5ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. A competição que desafia os alunos dos ensinos fundamental e médio a estudarem a história do Brasil por meio de textos, documentos, imagens e mapas recebe inscrições até o dia 09 de agosto.  O cadastro das equipes deve ser feito no site da Olimpíada.

Para participar a escola deve organizar equipes compostas por três alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio, orientados por um professor de História. A competição é dividida em cinco fases online e uma fase final, presencial, que ocorrerá na Universidade Estadual de Campinas.

A 5º Olimpíada Nacional em História do Brasil premiará alunos, professores e escolas participantes, baseando-se no resultado ponderado do desempenho das equipes nas fases online e nas provas da fase final presencial.

A divulgação da lista dos premiados é de responsabilidade da Comissão Organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil e se dará, segundo o calendário oficial no site oficial da Olimpíada.